Diário de um Louco
Era uma noite linda. O sol brilhava nas trevas sem fim. Sentado de pé numa pedra de pau, à sombra de uma árvore sem folhas, o mudo dizia consigo mesmo aos seus companheiros:
_Prefiro mil vezes a morte do que perder a vida!
Bem longe dali, num bosque próximo, sem árvores, os passarinhos pastavam sorrindo, enquanto as vacas saltavam de galho em galho à procura de seus ninhos, e os elefantes descansavam num pé de alface. Corri vagarosamente até minha casa do meu avô. Passei a noite em claro porque esqueci de apagar a luz.
Logo às 11:00 horas da madrugada, corri do ginecologista que disse que a lingua do meu saparo estava estragada.Chorei de tristeza, muito feliz. Montei nas minhas costas e saí galopando pelas margens de um deserto incandescente até chegar as portas da casa minha e do meu avô.
Entrei pela porta da frente, que ficava nos fundos. Deitei meu paletó na cama e pendurei-me no cabide onde durmi um sono, sonhei que estava acordado, quando acordei pra ver, estava dormindo. Levantei-me vagarosamente rápido, dei marcha ré no ventilador e dirigi-me ao banheiro onde foi servido o almoço. Levantei-me carinhosamente aos pés da minha mesa e, de repente, senti gosto estranho, havia comido o guardanapo e limpado a boca com bife. Ao meu lado um careca penteava seus lindos cabelos loiros e um cego lia um jornal sem letras que assim dizia:
Os quatro maiores profetas do mundo eram três: Jacó e jeremias!!!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
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